sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Campanhas de angariação de dadores de medula óssea

Muitas vezes, a única esperança de quem sofre de leucemia é o transplante de medula óssea a partir de um dador compatível. Mas as hipóteses de encontrar um dador compatível são diminutas. Fora do círculo familiar, as hipóteses são de 0,0001%. Havendo uma base de dados de dadores, é importante fazê-la crescer o mais possível, por forma a aumentar as hipóteses de encontrar dadores compatíveis para quem deles necessita.

Nesse sentido, estão agendadas as seguintes sessões de recolha de sangue para dadores de medula:

23 de Janeiro:
PORTO (10h-16h) Bombeiros Voluntários Portuenses, R. das Cruzes, 580 /Tlf. 226151806
GUARDA (9h-16h) Centro Comercial Garden, loja 9 / Largo de S. João
PALMELA (9h-13h) Bombeiros de Palmela

24 de Janeiro:
MAIA (10h-16h) Junta de Freguesia da Maia

27 de Janeiro:
ESTORIL (17h-20h) Complexo Desportivo Ala Praia no Estoril

30 de Janeiro:
ERMESINDE (10h-16h) Bombeiros Voluntários de Ermesinde, R. 5 de Outubro nr.1002 / Tlf. 229710029 ou 229710008
MEALHADA (9h-17h) Escola Secundária da Mealhada

31 de Janeiro:
ESPINHO (14h-19h) Centro Pastoral de Espinho
BORBA (11h-15h) Casa do Povo Rio Moinhos


Participem! Não custa nada!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ajudar as vítimas do sismo no Haiti

Passada uma semana desde o sismo que abalou o Haiti, ainda não são conhecidos números concretos e fiáveis de vítimas mortais. Por toda a parte vêem-se cenários de destruição e de sofrimento dos que sobreviveram à catástrofe. Ainda hoje são retiradas pessoas com vida dos escombros. Hoje foi resgatado um bebé de 15 dias, que passou metade da sua curta vida debaixo de escombros e sem comer ou beber. E resistiu.

A ajuda humanitária tarda em chegar aos que mais dela necessitam. Em parte devido ao difícil acesso às zonas afectadas mas, também, talvez devido a alguma ineficácia daqueles que estão a comandar as operações no terreno. Os problemas de segurança também fazem parte da equação. Os haitianos que sobreviveram vêem-se num aperto de fome e medo de mais sismos (as réplicas não têm parado e ainda hoje hove uma que atingiu os 6.1 na escala de Richter) e são como que impelidos por instintos de sobrevivência, a arranjar água e comida custe o que custar. Claro que também há aqueles que se aproveitam do caos para pilhar tudo o que conseguirem, com o intuito de lucrar com isso. Assistem-se a cenas em que gangues organizados pilham lojas e supermercados, armados com paus, facas, ferros e pedras. E depois vêem-se pessoas que não têm o que comer nem onde dormir a serem obrigadas a comprar alimentos a esses gangues.

Mas nós, que estamos deste lado, a assistir a tudo isto confortavelmente sentados no nosso sofá depois de um belo jantar, não podemos ficar indirefentes. São pessoas como nós que precisam de ajuda. Podíamos ser nós a precisar de ajuda.

Em Portugal já foram lançadas algumas campanhas de ajuda às vítimas do sismo no Haiti. Visam angariar fundos para as organizações de ajuda humanitára que têm missões no Haiti. E nós temos o dever de as ajudar. São elas, ou os voluntários que com elas trabalham, que lá estão, no meio do caos, a trabalhar dia e noite para auxiliar o povo haitiano.

Mas podíamos fazer algo mais do que uma transferência bancária no Multibanco. Podíamos promover iniciativas de angariação de fundos, para ajudar ainda mais. Infelizmente, não tenho visto ninguém, ou quase ninguém, a discutir e promover ideias. Escrevi a todos os clubes da Superliga de futebol, sugerindo a doação das receita de um dos jogos a uma das organizações de ajuda humanitária. Nenhum me respondeu. Apesar disso, Benfica e Sporting já se mostraram solidários e promoveram iniciativas de angariação de fundos. Escrevi, também, a dua produtoras de espectáculos sugerindo a realização de um concerto de solidariedade, com a presença de artistas portugueses. Também ninguém me respondeu.

As redes sociais têm tido um papel muito importante no meio disto tudo. Em cada minuto surgem apelos de ajuda, casos concretos de pessoas que necessitam de água, comida, cuidados médicos. Ou que estão ainda soterradas. Esses apelos são transmitidos por quem tem acesso às redes sociais. Quero aqui exaltar o trabalho que tem sido feito pelo Carel Pedre (@carelpedre), um conhecido apresentador de televisão do Haiti, que tem feito chegar ao Twitter muitos apelos, pelo Pierre Côté (@pierrecote), que tem mantido uma webcast em directo a partir do Canadá, de onde difunde (também pelo Twitter) apelos vindos directamente de haitianos que com ele têm falado. A empresa Multilink Haiti (@InternetHaiti) também tem estado na linha da frente no Twitter, com a divulgação de informações de pedidos de auxílio. Eu tenho estado a acompanhá-los e a divulgar os seus apelos. Tenho acompanhado, também, a hashtag #Haiti e a divulgar as informações e apelos que me parecem fidedignas (nem todas o são).

Deixo-vos com uma lista de algumas organizações de ajuda humanitária que têm campanhas de angariação de fundos. Podem obter informações sobre como fazer os donativos nos respectivos sites oficiais:

AMI
Cruz Vermelha Portuguesa
Oikos
UNICEF Portugal
Cáritas Portuguesa


Também podem ligar para a linha de solidariedade da PT/TMN. O número é o 760 206 206 e a chamada tem um custo de €0,60 + IVA, que reverte na totalidade para organizações de ajuda humanitária. Ou mandem um SMS para o número 61906.

Mas podem fazer mais. Usem as redes sociais (Twitter, Facebook e outros) para dar ideias (e concretizá-las também) de iniciativas para promover a angariação de fundos. Escutem os pedidos de ajuda, divulguem-nos e, se estiver ao vosso alcance, ajudem vocês mesmos. Incentivem outros a fazer o mesmo. No vosso círculo de contactos, no emprego, na vossa zona de residência.

Façam alguma coisa. O povo haitiano precisa de nós.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Linha de solidariedade para com as vítimas do sismo no Haiti

A PT e a TMN criaram uma linha de solidariedade para com as vítimas do sismo no Haiti. O número é o 760 206 206 e a chamada tem um custo de €0,60+IVA, que reverte para a AMI, Cruz Vermelha Portuguesa e Médicos do Mundo.

Campanha da Oikos para ajuda a população do Haiti

Na sequência do sismo ocorrido no dia 12 de Janeiro, a Oikos lançou uma campanha de ajuda à população do Haiti.

Saibam como ajudar no site oficial da organização: http://www.oikos.pt/

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Campanha da Cruz Vermelha Portuguesa para ajuda à população do Haiti

A Cruz Vermelha Portuguesa anunciou, no seu site oficial, uma campanha de ajuda à população do Haiti, no seguimento do sismo ocorrido no dia 12 de Janeiro.

Para mais informações, visitem o site da CVP: http://www.cruzvermelha.pt/cvp_t/noticias/not_13jan10.asp.

Registo de pessoas desaparecidas no Haiti

Foi criado um site com o registo de pessoas desaparecidas no Haiti. Podem consultar e/ou adicionar informação em:

http://www.haitianquake.com/

Informações sobre portugueses no Haiti

Na sequência do sismo de 12 de Janeiro no Haiti, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português disponibilizou 2 números de atendimento permanente para os portugueses que pretendam obter informações sobre familiares ou amigos que se encontrem no Haiti.

Os interessados deverão contactar o Gabinete de Emergência Consular do MNE através dos seguintes números:

707 202 000
961 706 472

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Catástofre no Haiti

Ontem, dia 12 de Janeiro de 2010, às 21:53 UTC, ocorreu um sismo de magnitude 7.0 no Haiti, a cerca de 15 km da capital, Port-au-Prince. Devido às suas características, este sismo provocou uma elevada destruição no país. Não existem, ainda, estimativas fiáveis sobre o número de vítimas, mas prevê-se que seja bastante elevado.

Muitos países e organizações humanitárias estão já a caminho do Haiti com alguma ajuda para a população. Sendo um dos países mais pobres do mundo, toda a ajuda é necessária.

Deixo aqui uma lista de organizações que estão envolvidas na ajuda ao Haiti:

AMI: http://www.ami.org.pt/
Oxfam Internacional: http://www.oxfam.org/
CARE: http://www.care.org/
Cruz Vermelha: http://www.redcross.org/
Programa Alimentar Mundial: http://www.wfp.org/
Save The Children: http://www.avethechildren.org/
UNICEF USA: http://www.unicefusa.org/
Médicos Sem Fronteiras: http://doctorswithoutborders.org/

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Combater as alterações climáticas

No próximo mês de Dezembro, líderes políticos de todo o mundo vão reunir-se em Copenhaga para debater as alterações climáticas e tentar chegar a acordos que permitam dar continuidade aos Protocolos de Kyoto.

O nosso planeta encontra-se à beira de uma mudança irreversível devido às alterações climáticas e os sinais disso são cada vez mais visíveis. As consequências poderão ser terríveis.

Não há muitas dúvidas que os principais responsáveis pelas alterações climáticas temos sido nós, humanos. Temos, por isso, a responsabilidade de fazer alguma coisa para tentar inverter o rumo dos acontecimentos antes que o fenómeno das alterações climáticas se torne irreversível.

E quando afirmo que temos essa responsabilidade, não me refiro apenas aos nossos líderes políticos. Todos nós temos uma quota parte dessa responsabilidade. Todos os dias libertamos para a atmosfera dióxido de carbono, o elemento principal causador do aquecimento global do planeta. A utilização do automóvel, o desperdício de água e a utilização de sacos de plástico são só alguns exemplos de coisas que fazemos todos os dias e que têm impacto, directa ou indirectamente, no aquecimento global do planeta.

É tempo, por isso, de começarmos todos nós, a ter uma atitude mais ecológica, mais responsável no nosso dia a dia. E quando o fizermos, teremos então toda a legitimidade de pedir aos nossos líderes que cumpram a parte deles.

Deixo-vos, então, uma lista de coisas simples que podemos fazer todos os dias para ajudar a combater as alterações climáticas:

  • Utilizar as escadas em vez dos elevadores.
  • Trocar as lâmpadas normais por lâmpadas economizadoras de energia.
  • Desligar os aparelhos eléctricos em vez de os deixar em stand-by.
  • Preferir os transportes públicos ao automóvel.
  • Reutilizar os sacos de plástico do supermercado.
  • Comprar garrafas de vidro em vez de plásticas.
  • Aproveitar a luz do Sol em vez de acender as luzes.
  • Utilizar as máquinas de lavar roupa e louça com a carga completa.
  • Evitar a utilização de água quente.
  • Não descarregar por completo o autoclismo se não for necessário.
  • Se houver alternativa, evitar as viagens de avião.
  • Separar os lixos recicláveis e deitá-los nos ecopontos.
  • Utilizar pilhas recarregáveis.
  • Evitar a utilização de papel.
  • Tomar um duche em vez de um banho de imersão.
  • Incentivar os outros a terem uma atitude mais ecológica.
  • Não fumar.
  • Não deixar as luzes acesas.
  • Plantar árvores.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Global Climate Week

No âmbito da campanha "Seal the Deal" promovida pela ONU, está a decorrer a Global Climate Week. Trata-se de uma semana preenchida por diversas iniciativas e que coincide com uma reunião preparatória da cimeira de Copenhaga, que terá lugar em Dezembro, e que conta com representantes de todo o mundo.

É uma campanha de sensibilização pública e em cada dia da semana são sugeridas diversas acções que podemos concretizar. Para o dia de hoje, entre outras coisas é-nos pedido que contactemos os nossos líderes políticos no sentido de os sensibilizarmos para a questão das alterações climáticas e lhes pedirmos que tomem acções urgentes para proteger o nosso planeta.

Como forma de participar nesta acção, decidi enviar um email a todos os partidos e movimentos candidatos às próximas eleições legislativas e, também, ao Presidente da Comissão Europeia. Deixo-vos esse texto:


Caros Srs.,

O nosso planeta encontra-se à beira de um processo irreversível de mudança que nos irá afectar a todos, sem qualquer excepção. Falo das alterações climáticas provocadas pelo aquecimento global que se tem vindo a verificar e cuja principal causa tem sido atribuída, sem grandes dúvidas, a nós humanos.

Desde o início da Revolução Industrial, no séc. XVIII, que o nosso desenvolvimento tem sido conseguido à custa dos recursos do planeta, explorados sem qualquer limite e ignorando as consequências. Só nos últimos anos temos vindo a adquirir uma nova consciência da forma como o planeta tem sido afectado e de como isso nos pode prejudicar no futuro, podendo até pôr em causa a nossa existência.

Mas o que foi feito até agora não chega. As alterações climáticas que são já visíveis e que serão irreversíveis dentro em breve poderão ter consequências catastróficas para o nosso planeta e, consequentemente, para todos nós. Não é demais lembrar que a nossa existência depende da boa saúde do planeta em que vivemos e que não temos para onde fugir.

Várias cimeiras e encontros internacionais têm tido lugar nos últimos anos, numa tentativa de se conseguirem acordos para a redução das emissões de dióxido de carbono e para o apoio a um desenvolvimento mais sustentável e ecológico. Essas tentativas têm sido minadas por vontades políticas menores, ou por exigências feitas de parte a parte que impedem a celebração de acordos mais abrangentes e efectivos.

No próximo mês de Dezembro irá ter lugar mais uma cimeira, desta vez em Copenhaga, para dar continuidade aos acordos de Kyoto. É o momento ideal para conseguir algo mais e partir para um novo modelo de sociedade onde o desenvolvimento se faça de uma forma mais sustentada e tendo em conta o equilíbrio do nosso planeta.

Uma vez que as eleições legislativas no nosso país irão ter lugar antes da cimeira de Copenhaga, decidi enviar este texto a todos os partidos e movimentos candidatos a essas eleições, sem qualquer excepção. Irei, também, fazer chegar este mesmo texto ao Presidente da Comissão Europeia, através do site da CE.

Meus senhores, é tempo de deixar o "faço se vocês também fizerem" e passar para o "faço mesmo que vocês não façam".

O tempo urge.

O planeta agradece.
The Hunger Site